Estou neste momento sentada à mesa da cozinha, com notebook, papéis, artigos, canetas, livros. Acabo de decretar uma pausa no processo monográfico e escuto Peter Bradley Adams. Me recosto na cadeira para recuperar as costas doloridas. Eis que, do nada, surge uma reflexão boba.
Lembrei do que costumam dizer algumas pessoas sobre os Trabalhos de Conclusão de Curso: que são nossos filhos. Sempre achei meio exagerado - é claro que nossos trabalhos nos deixam orgulhosos quando terminamos, apresentamos, tiramos uma nota boa. Claro que, antes disso, passamos um semestre inteiro pensando somente no trabalho, escrevendo-o, incrementando-o, aperfeiçoando-o, aplicando nele tudo o que aprendemos ao longo de sete longos e sofridos semestres.
Para mim, que ainda não tinha passado pelo processo, a monografia parecia apenas, "apenas" mais uma etapa, a mais longa e sofrida e também a final. O que mais me chamava a atenção era seu caráter de encerramento. Depois dela, acabou tudo. Mas quando falavam que era como um filho? Não acreditava.
Pois agora chegou a minha vez de escrever meu TCC. No início, até definir o tema, foi muito sofrimento, pois me sentia de mãos atadas e incapaz. Porém, desde que tudo clareou na minha cabeça e já tenho os passos a seguir, sinto uma alegria estranha e um entusiasmo inesperado para conceber minha monografia.
E aí é que mudo de opinião... Se eu tivesse que fazer uma analogia a respeito do que estou sentindo nesse momento, eu diria que me sinto grávida... esperando uma monografia!
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